4,2 mil temporários devem ser contratados em Belém

02/11/2018 07:31 - Atualizado em 02/11/2018 10:08

Liberação da primeira parcela do 13º salário e as vendas do final de ano devem impulsionar os setores econômicos do Estado e gerar emprego. (Foto: Pedro Guerreiro/Diário do Pará)

Com a chegada do mês de novembro, crescem as expectativas de negócios dos vários setores econômicos do Estado, em especial o comércio, de olho no pagamento da primeira parcela do 13º salário, que deve ocorrer até o dia 30. É o momento onde os empregos temporários crescem. Segundo o Dieese-PA, só em Belém, cerca de 4.200 pessoas devem ser contratadas neste período.

A esperança é que a liberação do benefício garanta mais equilíbrio na movimentação da economia, com vendas e empregos. O departamento estima que as duas parcelas do 13º, a serem pagas a aproximadamente 2 milhões de beneficiários dos setores público e privado, devem injetar cerca de R$ 4,1 bilhões na economia do Estado.

Com base nos dados do Ministério do Trabalho, o Dieese/PA estima que as contratações temporárias neste final de ano terão um pequeno aumento de cerca de 5% em relação as verificadas no final do ano passado, envolvendo vários setores, como a indústria, serviços e principalmente o comércio (incluindo supermercados e shopping centers).

É bom lembrar que em 2014, por exemplo, o número de chamados na Grande Belém chegou a 8 mil. Ainda segundo o Dieese, nos últimos 12 meses, foram feitas em todo o Estado 267.802 admissões contra 253.269 desligamentos, gerando um saldo positivo de 14.533 postos de trabalho. Nesse período, o setor de Comércio contratou 73.521 e demitiu 72.119, ou 1.402 postos a mais gerados.

PREOCUPAÇÃO

O Dieese ouviu, nos últimos 15 dias, vários empresários e eles demonstraram preocupação com os cenários atuais. Uma parte considerável da primeira parcela do 13º salário deverá ser destinada ao pagamento de dívidas, com isso o setor empresarial, principalmente do comércio, espera tirar da inadimplência um contingente expressivo de consumidores.

Outra preocupação, é que os juros ainda permanecem em percentuais elevados. A taxa Selic do Banco Central está hoje em 6,50 % ao ano -, mas os juros do crediário estão acima de 70%, do cheque especial acima de 200% ao ano e do cartão de crédito chegam a mais de 300% ao ano.

A inflação dos últimos 12 meses também está mais alta, girando na casa dos 4,5 %, e a renda continua caindo, fruto principalmente do aumento do desemprego.

(Diário do Pará)

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