Bolsonaro pretende restringir concursos e deve cortar mais de 21 mil cargos

07/02/2019 12:11 - Atualizado em 07/02/2019 12:51

O corte de gastos deverá ocorrer em várias etapas, iniciando nos próximos três a quatro meses. (Foto: Reprodução)

Fazer concurso não é uma tarefa fácil e, ao que tudo indica, tudo deve piorar com as novas regras que o governo pretende adotar. Os órgãos que pedirem ao Ministério da Economia a abertura de novos concursos terão que ser mais criteriosos.

Além disso, haverá um corte de 21 mil cargos, comissões e funções gratificadas. O setor econômico do governo já tem um decreto pronto para "blindar" as funções comissionadas de nomeações que não sejam técnicas. Outro ponto que será adotado está relacionado com as indicações de pessoas sem experiência e qualificação. De acordo com o ministério, essas indicações não serão mais aceitas.

O corte de gastos será feito em diferentes fases e devem iniciar nos próximos três a quatro meses. Ele integra um pacote de medidas de reforma do Estado, em elaboração pela equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes. A ideia do governo é dar mais eficiência aos gastos com a folha de pagamentos, que é um dos itens mais pesados das contas públicas. 

Para se ter uma ideia, atualmente, são cerca de 130 mil cargos comissionados (ocupados, temporariamente, por servidores e não servidores) e gratificados (quando alguém de dentro da administração é deslocado para uma outra função, com um ganho extra no salário). Com a redução de pessoal, a economia prevista será em torno de R$ 220 milhões por ano. 

(Com informações do Notícias ao Minuto)

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